Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

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14 Estados Membros unem esforços na identificação de traficantes de vítimas ucranianas

​No passado dia 23 de maio, as autoridades policiais de 14 Estados Membros* participaram numa ação conjunta online (hackathon**), coordenado pela EMPACT,  com objetivo de identificar redes criminosas que angariam refugiados ucranianos para exploração sexual e laboral, através de plataformas online e redes sociais.

As investigações concentraram-se na monitorização de serviços de oferecimento de transporte, acolhimento e de trabalho a refugiados ucranianos, bem como de sites de encontros, de recrutamento e de serviços sexuais.

Os países que fazem fronteira com a Ucrânia concentraram-se no recrutamento, transporte de refugiados. Já os restantes Estados Membros realizaram perícias em plataformas que oferecem acolhimento e emprego.

Durante o dia da ação conjunta, foram identificados anúncios suspeitos, analisados alertas e potenciais indicadores de tráfico de seres humanos para exploração sexual e laboral.

 
Dados gerais:

  • 125 plataformas online monitorizadas;
  • 42 plataformas online suspeitas de tráfico de seres humanos verificadas;
  • 6 plataformas online ligadas ao tráfico de seres humanos verificadas;
  • 9 suspeitos de tráfico de seres humanos identificados;
  • 9 possíveis vítimas identificadas;
  • 15 novas investigações iniciadas;
  • 93 elementos policiais envolvidos;
  • 351 pessoas/usuários verificados.

     
    Esta monitorização permitiu identificar novas tendências e reunir novos dados sobre os crimes de exploração sexual e laboral de cidadãos ucranianos. Neste sentido, várias atividades suspeitas foram detetadas em múltiplas plataformas online, inclusive em russo.

    Verificou-se, ainda, que muitos sites estão a adotar medidas para combater o uso indevido das suas plataformas para o tráfico de refugiados ucranianos. No entanto, as autoridades policiais encontraram um número significativo de ofertas de trabalho suspeitas, visando mulheres ucranianas, algumas das quais descritas como "sessões de fotos". Foram, também, identificadas tentativas de atrair vítimas por meio de ofertas de um “futuro brilhante" que, na verdade, induziam à exploração sexual ou, ainda, ofertas de acolhimento especificamente direcionadas a refugiados ucranianos.
     

    Em Portugal, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) participou, pela primeira vez, nesta ação concertada de combate aos crimes de lenocínio e de tráfico de seres humanos de cidadãos ucranianos.
    Durante todo o dia, uma equipa de Inspetores do Núcleo de Apoio Tecnológico do SEF realizou pesquisas em fontes abertas e na darkweb, com a finalidade de identificar vítimas e autores, incluindo grupos criminosos organizados.
    Foram identificadas algumas situações que estão a ser alvo de diligências mais detalhadas.

     
    *Países participantes: Áustria, Chipre, Dinamarca, Alemanha, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Holanda, Portugal, Romênia, Eslovênia, Espanha, Reino Unido.


    ** Hackathon: quando um grupo de especialistas se reúne, neste caso online, num determinado espaço temporal, e trabalha em conjunto com a finalidade de encontrar soluções ou investigar determinado problema.


    A Europol apoiou a coordenação das atividades operacionais, facilitou o intercâmbio de informações e prestou apoio analítico. No dia da ação concertada, a Europol ativou um comando virtual para facilitar a troca de informações em tempo real, enquanto um analista dedicado comparava as informações operacionais com as bases de dados da Europol. Isso permitiu fornecer novas pistas aos investigadores das policias envolvidas.


    Com sede em Haia, na Holanda, a Europol apoia os 27 Estados-Membros da UE na sua luta contra o terrorismo, o cibercrime e outras formas graves e organizadas de crime. A Europol também trabalha com muitos países parceiros e organizações internacionais não pertencentes à UE. A Europol dispõe das ferramentas e recursos para uma Europa mais segura.

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